Honra de Julinho, sorte de Mané

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Conheça a história de Julinho Botelho que levou Garrincha à Copa de 1958

Na década de 1950, o futebol ainda não estava acostumado com as transferências internacionais. Foi quando o endiabrado Julinho Botelho, excelente ponta-direita titular do Brasil na Copa de 1954 e da Portuguesa, se transferiu para a Fiorentina em 1955. Já em 1956, a Fiore conquistaria seu primeiro scudetto. Todos achavam que ele comandaria o Brasil na Copa de 58. Mas não comandou. Conheça a história que acabaria levando Mané à Copa.

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Quem disse que camisa um não marca em copa

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“Ardiles, o craque da camisa número 1”

O tabu que nenhum goleiro jamais marcou em Copa é bastante conhecido. Mas a “camisa de goleiro” já marcou. Na Copa da Espanha, 1982, a Argentina resolveu numerar seus jogadores por ordem alfabética. Embora estranho, coube a camisa 1 ao seu meio-campista Ardiles. E Ardiles deixou sua marca na partida Argentina 4, Hungria 1, pela segunda rodada. Fica o registro, o único gol de um camisa 1 na história das Copas.

“Mas o jogo ainda nem começou!”

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Pelé sonâmbulo

Na concentração do Santos da década de 1960, um fato era do conhecimento de todos. O rei Pelé era sonâmbulo. E se os zagueiros adversários tinham pesadelos com ele, nas vésperas dos jogos era comum Pelé sonhar com os gols que faria e, para espanto de todos, comemorá-los dormindo, incomodando a todos. O fato gerou a célebre frase de um de seus companheiros (me foge a memória de quem): “mas o jogo nem começou e o negão já tá fazendo gol, não é possível!”

Futebol em Preto e Branco – n°2

A Vaquinha

Essa é do tempo que se amarrava cachorro com lingüiça… em 2009. Uma situação no Flamengo chamou a atenção por se apresentar como uma daquelas lendas do futebol, cada vez mais difíceis no dia de hoje. Após os três meses de experiência do jogador Alex Cruz, que veio do Ivinhema (interior de MS), terem expirado em junho sem nenhuma atuação significativa, o técnico Cuca resolveu dispensar o jogador. Entretanto, Alex Cruz deve ser um cara tão gente boa, mas tão gente boa, que seus companheiros – de salários muito mais altos – Bruno, Léo Moura, Ibson, Petkovic, Adriano e Emerson resolveram fazer uma vaquinha para custear o jogador no clube até o final do ano. Por incrível que pareça, a situação foi aceita no clube. Mas o que parecia ato de solidariedade foi interpretado como o cúmulo da desorganização rubro-negra e, já em julho, a diretoria resolveu regularizar a situação do atacante no clube.

Futebol em Preto e Branco – n°1

Os cegos da Celestep_b

Essa sim é uma clássica dos tempos mais românticos do futebol, que nunca aconteceria na era da tecnologia de comunicação de hoje. O ano é 1924, o local, Paris. O Uruguai manda sua primeira delegação aos Jogos Olímpicos em uma jornada transatlântica que carrega a geração que assombraria o mundo do futebol. Mas ninguém no Uruguai seria otimista o bastante para prever isso. E poucos na Europa sequer conheciam um país chamado Uruguai, muito menos aqueles que jogavam de celeste. Haveria futebol lá? Bom, ainda por cima? Os adversários, precavidos, mandaram seus espiões ao treino uruguaio. O técnico, conhecendo esse fato, faz um pedido diferente aos jogadores. Que, literalmente, batam cabeça. Naquele treino, qualquer um que passasse por perto pensaria que era um jogo de cegos, ou que os uruguaios nunca tivessem visto uma bola. “Moleza”, diriam os espiões a seus comandados. E, em um piscar de olhos, lá se foram 7 a 0 na Iugoslávia, 3 a 0 nos Estados Unidos, 5 a 1 na anfitriã França, 2 a 1 na Holanda e 3 a 0 na Suíça na final. O que havia atropelado Paris, poucos sabem. Uns poucos mantiveram a consciência por tempo suficiente para afirmar que era celeste… A Celeste Olímpica. A mesma geração, comandados por Nasazzi, Petrone e Cea, foi bicampeã em Amsterdã 1928, e ganharia a primeira Copa do Mundo em casa, 1930, completando 3 títulos nos 3 torneios mundiais disputados em 6 anos.

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