O comentarista, o empresário e o conflito de interesses

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Comentários de Ronaldo sobre Gabriel Jesus extrapolam – e muito – o limite da ética

Tanto já se comentou sobre a participação de Gabriel Jesus na Copa que não estamos aqui para engrossar o caldo. Pelo menos não no que se refere à sua atuação dentro de campo. Mas para quem não sabe, Ronaldo é um dos principais sócios da empresa de marketing esportivo que gere a carreira de Gabriel Jesus. E como bem aponta Pedro Strazza em artigo para o Brainstorm 9, colocarem o Fenômeno em um cargo que exige avaliar o valor de um ativo de sua empresa é um claro conflito de interesse, ultrapassando o limite não só do bom senso, como da ética. Como o próprio artigo demonstra, Ronaldo relutou até o último minuto para criticar o atual camisa 9 (para o fazer da maneira mais óbvia possível: “ele não fez gol, o que é ruim para o atacante”).

Como diria José Carlos Araújo, o Garotinho, locutor de rádio: a Globo mandou mal, lá na geral, que nem perna de pau.

Com dica do eterno centro-avante aqui do Cultura, Lucas Albani.

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Filosofias da Bola n° 24

“Conselho eu dou para todas. Dou um toque para chutar para o gol, mas durante uma partida não dá pra falar, meu bem, minha querida, toca a bola para mim, por gentileza, às vezes rola um palavrão, ou uma bronca mais séria. Estamos no calor do jogo, não dá para falar baixinho”

(Formiga, jogadora da seleção brasileira, falando como passa sua experiência para as mais novas – e mostrando que em certos aspectos, o futebol masculino e o feminino são exatamente iguais)

Filosofias da Bola n° 23

O Filosofia da Bola de hoje é especial, com o link para um texto inteiro, cheio de pérolas, do Rica Perrone, um comentarista que aparece bastante por aqui não por falar o que eu penso, mas com certeza por falar o que ele pensa.

E o assunto do texto é justamente esse, do lugar comum para onde está indo a crônica esportiva brasileira, que já foi terra fértil com expoentes como João “Sem Medo” Saldanha e os irmãos Mário Filho e Nélson Rodrigues. Confira então “Terra de ‘Nérson'” na íntegra clicando aqui.

“Nélson Rodrigues morreu em 1980. Se vivo, hoje, se suicidaria.”

(Fragmento do texto de Rica Perrone)

Filosofias da Bola n° 22 – Especial Pelé 70 anos, entende?

Comemorando os 70 anos do nosso eterno camisa 10, o rei do futebol, o Cultura traz frases de  um time de 11 “filósofos” sobre O MELHOR DO MUNDO.

Com a palavra, o filósofo número 11: João Saldanha, falando sobre o Pelé e o Edson (ele fora de campo).

“Dentro de campo, Pelé foi um gênio, o maior que conheci. Fora do campo, é um homem comum. Querem que ele seja fora do campo o que ele foi dentro do campo.”

Obs.: Nessa resposta a uma entrevista (pergunta sobre as críticas ao Pelé fora de campo), João Saldanha faz uma análise que permanece muito atual sobre esporte, ídolos e sociedade, recheada de frases marcantes. Por isso consideramos que vale a pena colocá-la na íntegra para você. Não haveria encerramento melhor para a série.

João Saldanha: “Dentro de campo, Pelé foi um gênio, o maior que conheci. Fora do campo, é um homem comum. Querem que ele seja fora do campo o que ele foi dentro do campo. Isso talvez não seja compatível. Digo francamente, porque não tenho nenhum problema com jogador e ex-jogador nenhum. Nunca tive. Sempre os tratei com respeito e exigi respeito. A vida particular de cada um? Só me preocupava uma coisa: se joga bem, entra no time. Mas, se é homossexual, se é ladrão, se é isso ou aquilo, não sou nem nunca fui crítico de moral para dizer. Sempre entendi que eles fazem parte de uma sociedade tal qual ela é e não tal qual eu desejava que fosse. Claro que eu desejaria que fosse uma sociedade boa e eles fossem bons em tudo. Não são. Paciência. Não conheci Pelé fora, uma vez ou outra comemos juntos e batemos papo à toa. Toda vez que a gente se encontra é aquilo: ‘Como vai, chefe?’ – ele me chama de ‘chefe’ e eu chamo ‘oi, negão’. É papo informal sem maior intimidade. A crítica que se faz a Pelé traz um bocado de inveja. Um crioulo no Brasil que fica rico é ‘besta’. Mas com branco rico não existe problema. Paulo César dá uma resposta boa quando perguntam por que é que todo crioulo rico pega logo uma loura. E aí ele diz: ‘Vamos inverter a posição: por que é que toda loura pega sempre um crioulo rico?’. Então, pombas, vamos ser realistas e enfrentar a vida com a naturalidade que ela tem. Pelé só deve ser tratado como um grande gênio de uma arte popular. O resto não é um problema social, positivamente.

Filosofias da Bola n° 21 – Especial Pelé 70 anos, entende?

Comemorando os 70 anos do nosso eterno camisa 10, o rei do futebol, o Cultura traz frases de  um time de 11 “filósofos” sobre O MELHOR DO MUNDO.

Com a palavra, o filósofo número 9 e 10: os escritores Nelson Rodrigues e Carlos Drummond de Andrade, nesta ordem, colocando em crônicas a maestria do Pelé.

“Quando ele apanha a bola e dribla um adversário é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento.”

“Marcar mil gols, como Pelé, não é tão difícil. Marcar um gol como Pelé, é.”

Filosofias da Bola n° 20 – Especial Pelé 70 anos, entende?

Comemorando os 70 anos do nosso eterno camisa 10, o rei do futebol, o Cultura traz frases de  um time de 11 “filósofos” sobre O MELHOR DO MUNDO.

Com a palavra, os filósofos número 6, 7 e 8, adversários e jogadores contemporâneos: Sigge Parling (zagueiro sueco que marcou Pelé na final de 1958), Tarciso Burnigch (zagueiro italiano que marcou Pelé na final de 1970) e Ferenc Puskás, nesta ordem.

“Após o quinto gol, eu queria era aplaudi-lo.”

“Eu pensei: ‘ele é feito de carne e osso, como eu.’ Eu me enganei.”

“O melhor deste mundo é Di Stefano, do mundo, porque Pelé é de outro planeta.”

Observação: há, ainda, a célebre frase de Johann Cruijff sobre Pelé: “Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.” Não a consideramos aqui porque ela já havia saído no Filosofias 2.

Filosofias da Bola n° 19 – Especial Pelé 70 anos, entende?

Comemorando os 70 anos do nosso eterno camisa 10, o rei do futebol, o Cultura traz frases de  um time de 11 “filósofos” sobre O MELHOR DO MUNDO.

Com a palavra, os filósofos número 3, 4 e 5: Ronald Reagan, Andy Warhol e Robert Redford, nesta ordem, falando sobre a fama de Pelé.

“Prazer, eu sou o presidente dos Estados Unidos. Você não precisa dizer quem é.”

“Em vez de quinze minutos de fama, Pelé terá quinze séculos.”

“Cara, você é popular.” (ao ser ignorado por uma multidão que pedia autógrafo para o Pelé em Nova York)