Mascotes que me inspiraram

canarinho

Hoje, dia do lançamento do Mascote do Dia do Brasil, resolvi fazer este texto um pouco mais pessoal para contar um pouco sobre alguns mascotes especiais, que inspiraram o início do projeto. O primeiro, com certeza, foi esse que aparece na abertura do texto, da coleção dos chicletes Ping Pong para a Copa de 1994. Eu tinha 7 anos, meu irmão 9, e o Canarinho era um bem valioso para a gente. Após a conquista do tetra, então, colamos ele no pôster que tínhamos no quarto do time da final.

Mas outros mascotes para representar o Brasil já ganharam meu carinho também.

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Acabou o respeito

Venezuela 1, Argentina 0. Mais surpreendente que o placar é saber que poderia ter sido mais. Um resultado histórico, pois agora todas as seleções da Conmebol já se derrotaram mutuamente (para quem não se lembra, há 3 anos a mesma Venezuela derrotou o Brasil em um amistoso). O último passo para uma quebra total de hierarquia no continente é a seleção vinotinto conseguir se classificar para uma Copa, feito que só a ela falta. E eles provaram que vão tentar com todos as forças desta vez. E sem respeitar nenhum adversário.

Prensada é da defesa

Impedimento? Substituição? Árbitro, técnico e desconto? Tudo isso passa muito longe de onde acontece a maior parte dos jogos de futebol: os campos de pelada. Lá, as regras e ditados podem não ser exatamente do jeito que você aprendeu.

– A regra mais polêmica do futebol: mexeu o chinelo, é trave. Mas e se for na parte de dentro?

– A regra mais confusa: pediu, parou. Mas e se o cara pediu e não foi?

– A regra mais lendária: prensada é da defesa.

– Se ninguém é goleiro, tem que fazer rodízio. Aí é um cá ou dois lá. Mas se frangar, agarra outro.

– E se é furingo, não vale ter “goleiro”.

– O jogo só termina quando acaba. Ou seja, com cinco minutos… ou sete… ou dez. Ou com dois gols, o que vier primeiro.

– O código de ética: o que acontece em campo, fica em campo.

– Um grande clássico: casados contra solteiros.

– O maior clássico: com camisa contra sem camisa. E você passa de um time para o outro sem ter torcida pegando no seu pé (até porque quase sempre não tem torcida alguma).

– No inverno, antes do jogo se escolhe camisa ou bola.

– Empate não é um bom resultado, porque se empatar saem os dois.

– Eu já vi par ou ímpar mais tenso que partida de pênaltis.

– Sempre tenha um bom batedor – de par ou ímpar – no seu time.

– E o time que marcar o último gol é campeão do mundo.

E aí, ouvinte, tá gostando?

O FUTEBOL E O RÁDIO

Há muito tempo estava com saudade de um grande companheiro de torcida, que me levava aos estádios de todo o Brasil: o rádio. Nos dias de hoje em que pay-per-views da vida levam para a TV quase todos os jogos importantes do país – o que é muito bom, diga-se de passagem –, confesso que fui visitando cada vez menos meu bom e velho radinho, ao qual passava pelo menos duas horas grudado nos fins de semana.

Mas há situações em que ele ainda é fundamental. Na rua, no carro. Pena que meu celular só pega FM e o rádio do meu carro pega AM muito mal. E transmissão de rádio de verdade é com José Carlos Araújo, o Garotinho, e toda a equipe da Rádio Globo. É uma pena ver os “torcedores do futuro” (nome dado às crianças convidadas para as transmissões) já não conhecerem esse veículo tão importante na crônica esportiva e nem os seus ícones. A emoção de ouvir o jogo no rádio é indescritível.

E em que transmissão de TV você imaginaria o seu comentarista ameaçando ir embora, como Gérson já fez ao ver o técnico do Flamengo tirar o Júnior (o mais novo, não o Maestro) que, para ele, era o melhor em campo? Em que narração você vê o repórter/comentarista se dirigir diretamente ao atleta para dar uma bronca, como o famoso “pára com isso” do Gilson Ricardo?

Mas na última quarta não teve jeito. No meu carro, ao descobrir que a CBN (que é FM) não passava o jogo do meu time, apelei para a AM. É, Garotinho, confesso que me emocionei quando meu time foi ao ataque e você narrou “apontou, atirou… ENTROU!” Mais do que o gol, foi como reencontrar um velho amigo. E entre uma interferência e outra, fui me sentindo novamente no estádio através do meu rádio. E quando você mandou “você ao volante, obrigado pela carona que me dá”, não teve como não responder: obrigado a VOCÊ pela carona.

José Carlos Araújo (obs.: na primeira foto, o radialista era Ary Barroso).

Siga o resto do post clicando abaixo e confira bordões e narrações de Garotinho.

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Cultura FC Produções apresenta…

COPA DE 1950 – A VERDADE QUE O BRASIL SEMPRE PROCUROU

Hoje, 16 de julho de 2011, a partida que mais marcou o futebol brasileiro comemora 61 anos. E para comemorar, o cultura apresenta sua primeira produção audiovisual própria. Boa sessão.

Créditos:

Produção: Cultura FC

Roteiro e Direção: Gabriel Vogas

Edição e Narração: Lucas Albani

Música e Produção de Áudio: Luan Albani

Baseado no roteiro de João Luiz de Albuquerque descrito no livro “Futebol, o Brasil em Campo” de Alex Bellos.

43′ Petković 10 anos – o significado de um gol

Tudo jogava contra nós. A vantagem jogava contra: o Vasco podia até perder por um gol de diferença. O momento jogava contra: em uma semana, perdemos a primeira partida para o Vasco e fomos eliminados da Copa do Brasil pelo Coxa. Os craques jogavam contra: estavam brigando entre eles e o nosso camisa 10 abandonara a concentração na antevéspera do jogo. E, por fim e mais incrível, a torcida jogava contra: pixando os muros da Gávea com frases até de “morte aos sérvios”.

Mas tudo jogava a favor porque somos o Flamengo. A vantagem jogava a favor porque deu mais motivação à equipe de jogar contra um rival que tínhamos ampla vantagem em confrontos recentes. O momento jogava a favor porque era uma decisão e se tem algo que marca o Flamengo é que ele é o time das decisões. Os craques jogavam a favor porque eram Edílson e, claro, Petković, o gringo. E a torcida jogava a favor porque, ora, somos flamenguistas e temos sempre a certeza de que podemos fazer a diferença.

Lotamos os estádios: o Maracanã e nossas salas. E temos certeza que jogamos juntos. Mas chegando aos 42 minutos com 2 a 1 no placar, ainda nos faltava algo que nos acostumamos a ver brilhar e decidir a nosso favor: a camisa 10 do Flamengo. Se para Nélson Rodrigues, que era Fluminense até debaixo d’água, haveria de chegar o dia que o Flamengo não precisaria de jogadores, apenas de sua camisa, a 10 é aquela que é reverenciada até pela suas companheiras. A camisa 10 do Flamengo tem o poder de transformar qualquer perna-de-pau em um craque por alguns minutos, embora muitos que a usem se esforcem ao máximo para não se render a esse destino.

Não era o caso de Petković. A distância entre o Rio e a Sérvia não foi o bastante para que a camisa 10 achasse seu escolhido. Ele nasceu destinado a vesti-la. Ele nasceu destinado a cobrar aquela falta. Ele nasceu destinado a fazê-la voltar a brilhar diante de seus súditos a desesperantes 43 minutos do segundo tempo. E nesta semana de aniversário, Petković confirmou nossas suspeitas: jogamos juntos com a nossa 10 e fizemos aquela bola entrar.

As outras torcidas parecem não entender: por que comemorar um gol que valeu um campeonato estadual 10 anos depois quando o próprio Petković faria muito mais por nós no Campeonato Brasileiro de 2009? Comemoramos pela paixão. Comemoramos pela nossa camisa 10. Comemoramos pelo título, pela virada, pela garra, pela união, porque todos têm uma história daquele 27 de maio. E, acima de tudo, comemoramos porque somos flamenguistas e para nós isso tudo pode ser resumido em um gol…

…de Petković aos 43 do segundo tempo.

Crônica por Gabriel Vogas

O show vai começar.

Meu pai é cardíaco e meu pai é tricolor. Combinação perigosa. Em 2009, ao seu lado, eu vi o Fluminense ser rebaixado quando o Cruzeiro marcou 2 a 0 no Mineirão ainda no primeiro tempo. Em 2010, ao seu lado, eu vi o Fluminense deixar o título escapar no gol de Rafael Moura, então no Goiás, em pleno Engenhão; vi o título escapar no gol do são-paulino Lucas Gaúcho e do reserva palmeirense Dinei, ambos na Arena Barueri. Ontem, eu vi o Fluminense ter o sonho da Libertadores encerrado por dois gols que desanimariam até o melhor dos times… simplesmente não era o dia do tricolor, não poderia ser quando até a sua muralha, o autor de vários milagres de Berna, falha. Mas o Fluminense não foi rebaixado em 2009. O Fluminense não deixou o título escapar em 2010. E o sonho da Libertadores ainda não acabou. É, meus velhos tricolores: preparem seu coração. O show vai começar.