Imagem do dia: pela diversidade

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Vasco e Cano gigantes no dia de ontem

O belo clique acima é do fotógrafo Rafael Ribeiro, do Vasco, que pegou com maestria a comemoração do gol de German Cano que abriu caminho para a vitória do Vasco sobre o Brusque por 2 a 1, em partida marcada pelas ações do clube contra a homofobia e transfobia. Ações gigantes, que combinam demais com a história de integração no Vasco, conforme o manifesto do clube publicado ontem faz questão de lembrar. Confira mais na sequência.


Camisa especial

Além disso, um belo mosaico com o tema foi preparado em São Januário.

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Íntegra do manifesto do clube

Movimento contra a homofobia e transfobia no esporte brasileiro

O mundo dos esportes não é um espaço que aceite as mudanças com facilidade e leveza. Pudera: o esporte é um reflexo da sociedade que o rodeia e, portanto, reproduz seus estereótipos e práticas, seus valores e preconceitos. Reproduz, enfim, sua inércia.

Mesmo assim, a sociedade muda. E, como reflexo da sociedade em transformação, o futebol também não se mantem imune às suas mudanças. Mas o esporte tem o dever de ir além: o futebol, particularmente, é uma inspiração comum a diversas gerações e deve fazer parte das transformações sociais, rumo a uma sociedade melhor e mais justa.

A homofobia e a transfobia são alguns dos mais graves problemas do nosso tempo e o esporte ainda é, infelizmente, um de seus espaços de mais forte reprodução. O Vasco da Gama assume para si a responsabilidade de se posicionar diante do tema, sem defender aquilo que é cômodo, mas sim aquilo que é correto. O clube será um parceiro daqueles que lutam contra o preconceito relacionado à orientação sexual ou à identidade de gênero de quem quer que seja.

Estamos conscientes de que uma parte das mudanças acontece dentro de nossos próprios muros. Mas estamos dispostos a nos engajar na construção de um Vasco melhor, que reflita o mundo que queremos ver para o futuro próximo: com respeito e dignidade, independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero.

Ser parte da mudança – e não do problema – não é simples, já que exige uma mudança de nós mesmos. O Vasco convida clubes, atletas, torcedores, dirigentes, federações e sociedade para um compromisso conjunto de debate acerca da homofobia e da transfobia.

O Vasco de 1923 não aceitou o racismo, naturalizado no século anterior. O Vasco do século XXI se nega a aceitar a homofobia e a transfobia que marcaram o século XX.

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Menção honrosa

Quando o Fluminense se autodenominou “Time de Todos”, para rebater um comentário homofóbico de Michel Bastos (curiosamente, então no Vasco), eu comentei aqui que a atitude era linda, mas junto com ela vinha a responsabilidade de manter-se firme no posicionamento. E ontem, jogando mais cedo também em São Januário, o Fluminense também participou das ações de apoio ao movimento LGBTQIA+, com o arco-íris na faixa de capitão, nos números das camisas e com o zagueiro Nino usando a camisa 24.

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