O que a América do Sul pode esperar

Forlán marcou um gol histórico contra o Paraguai, virando o maior artilheiro da história da celeste.

Ah, as maravilhas da internet. Graças a ela eu realmente posso fazer uma boa análise das primeiras rodadas das eliminatórias, pois assisti a quase todas as seleções em campo. E, como já era esperado, o equilíbrio foi evidente com o mando de campo sendo fundamental (6 vitórias de mandantes, 1 empate e 1 derrota). Essa deve ser a tônica nos próximos 2 anos, mas já dá para fazer uma rápida análise. Clique abaixo e leia na continuação do post.

– Argentina

Um time muito inconstante. É sem dúvida o de melhor técnica, e deslanchou quando esteve à frente do placar contra o kamikase Chile e o adversário deu espaços. Mas peca no conjunto, o que o fez ser presa fácil da sólida defesa venezuelano, permitindo a maior surpresa das rodadas. É figurinha certa na Copa, mas não sem passar por sofrimentos.

Argentina 4 x 1 Chile

Venezuela 1 x 0 Argentina

– Bolívia

Os bolivianos devem ter muita saudade do tempo de Etcheverry e Baldivieso, quando a altitude era apenas uma dificuldade a mais a quem ia a La Paz enfrentar um grande time. Como já falamos aqui, sem técnica não há morro que ajude, e há tempos a Bolívia não mete medo – foi dela a única derrota em casa, para a Colômbia, em La Paz. É, talvez, a única que já começa a caminhada sem esperanças.

Uruguai 4 x 2 Bolívia

Bolívia 1 x 2 Colômbia

– Chile

Falamos que o Chile é kamikase, porque a sua boa técnica contrasta com uma tática suicida. Cinco jogadores chilenos estavam em campo apenas para atacar nas primeiras rodadas. Pode dar muito certo (como contra o Peru), ou pode dar muito errado (como contra a Argentina). É por isso que o Chile, mesmo tendo alguns dos jogadores mais habilidosos, está apenas no meio do bolo.

Argentina 4 x 1 Chile

Chile 4 x 2 Peru

– Colômbia

A Colômbia não foi às últimas 3 Copas, mas nunca foi carta fora do baralho, ficando em todas a 1 ponto da repescagem (ok, em 2010 a 1 ponto e alguns gols de saldo). Com Falcao García em ótima forma, é preciso respeitá-la, pois a Colômbia novamente está na briga. E começa bem, tendo vencido o único jogo como visitante, contra a fraca Bolívia.

folga

Bolívia 1 x 2 Colômbia

– Equador

Ok, confesso que o Equador foi o único time que não vi em campo. Ganhou, em Quito, contra o time B da Venezuela e depois folgou. Pela Copa América, o Equador classificado seria uma grande surpresa, pois o time é muito mais fraco do que a geração que fez história em 2002 e 2006. Mas também não é peixe-morto, deve aprontar das suas, principalmente jogando em casa.

Equador 2 x 0 Venezuela

folga

– Paraguai

Talvez a geração paraguaia menos confiante desde a lendária zaga de 1998, com Chilavert, Arce, Gamarra e Ayala. Depois de uma Copa muito boa, enfrentando até a Espanha de igual para igual, o time manteve as peças, mas se perdeu sem a liderança de Gerardo Martino. Se arrastou para um vice na Copa América sem sequer uma vitória. E também não transformou mando de campo em vitória, arrancando um empate com a celeste no último minuto. O Paraguai briga por vaga sim, pelo equilíbrio geral, mas não é favorito, como há 4 anos.

Peru 2 x 0 Paraguai

Paraguai 1 x 1 Uruguai

– Peru

Uma grata surpresa desde a Copa América. Com bons jogadores ofensivos, o Peru fez duas grandes atuações – na derrota para o Chile, colocou incríveis 4 bolas na trave. Depois de muito tempo, volta a se falar do Peru como candidato a vaga, não como saco de pancada. É bom ficar de olho.

Peru 2 x 0 Paraguai

Chile 4 x 2 Peru

– Uruguai

O melhor conjunto do continente, o Uruguai tem uma equipe sólida e entrosada, com o melhor ataque do continente (em matéria de funcionamento, não de peças individuais). Não vai nadar de braçadas, mas se não perder fôlego deve se classificar sem muitos problemas.

Uruguai 4 x 2 Bolívia

Paraguai 1 x 1 Uruguai

– Venezuela

Que a Venezuela não é mais saco de pancadas, todos já sabiam. Mas dominar a Argentina ainda é novidade. Pela primeira vez, os vinotintos aparecem com chances reais de classificação. Agora, a confiança também não é para tanto a ponto de escalar um time B contra o Equador em partida oficial, para se poupar para jogar com a Argentina. Em Quito ficaram 3 pontos sem luta que podem ser decisivos no final.

Equador 2 x 0 Venezuela

Venezuela 1 x 0 Argentina

Análise Final

– Figuras certas: Uruguai e Argentina

– Estão na briga: Chile, Colômbia, Paraguai, Venezuela e Peru

– Pode surpreender: Equador

– Cumpre tabela: Bolívia

Uma resposta to “O que a América do Sul pode esperar”

  1. Julia Ward Tahorudo Says:

    Golpes que nocauteiam o oponente com um ataque, normalmente tem pouca precisão para equilibrar o jogo.

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