América: um continente, uma confederação

Na última sexta-feira, em entrevista publicada pelo jornal Lance!, Nicolás Leoz, presidente da Conmebol, acenou com a possibilidade da Libertadores ver o ingresso de times estadunidenses em um futuro não tão distante. Em um sentido migratório contrário ao das pessoas que tentam a sorte indo para o norte, não é de hoje que times da América do Norte tentam cruzar o Canal do Panamá por competições mais atrativas. Mas afinal, que conseqüências esse processo trará para os dois lados e qual a sua viabilidade? É esse o ponto que abordaremos no resto do post.

O início: ponte Assunção-México*

 

O México participou de todas as Copas América desde 1993 (7 edições). Resultado: 2 vices, 3 terceiros e o desejo de sediar o evento fora da América do Sul.

Desde 1998, a Libertadores contou em todas as suas edições com a presença de convidados: os times mexicanos. A entrada deles foi motivada por fatores políticos claros: a aproximação da Conmebol com a Federação Mexicana, que acontece desde a década de 1990 com a seleção mexicana sendo figura certa entre os participantes da Copa América, inclusive querendo sediar o torneio – vale lembrar que apesar do nome, a Copa América é torneio exclusivo da Conmebol. Além disso, pesou uma suposta ampliação de visibilidade e mercado para os times sul-americanos e o fato, como comprovado por resultados, de os times mexicanos estarem em nível técnico compatível com eles.

*Assunção é a sede da Conmebol.

Complicações: o canal do Panamá não é tão estreito…


Entretanto, o que esse jogo político jogou para debaixo dos panos foi um sério problema logístico. Viagens para o México contribuem para o desgaste ainda maior no já superlotado calendário dos clubes, o que só tenderia a aumentar com o ingresso de times dos Estados Unidos. Imagine um time brasileiro se deslocar até Washington para jogar com o DC United na quarta, pegar um avião para enfrentar o Grêmio em Porto Alegre no domingo pelo Brasileiro e na quarta seguinte ter compromisso com o América na Cidade do México. Algumas pessoas podem argumentar que é mais fácil chegar de São Paulo a Nova York do que a Sucre, por exemplo. Verdade, é mais fácil porque há mais vôos – e diretos –, mas não menos cansativo.

 

O futebol dos EUA volta a importar ídolos para alavancar seu marketing: Henry está no NY Red Bulls e na foto vemos Beckham em ação pelo LA Galaxy.

 

 

O DC United já consegue levar fãs aos estádios.

Outro fator é que o retorno financeiro para os clubes é superestimado. México e Estados Unidos (ah, vale lembrar que a MSL traz o Canadá embutido) são mercados fortíssimos. Mas a chance de penetração dos clubes sul-americanos não é animadora. Embora ainda discreto, o futebol cresce nos Estados Unidos e Canadá a passos largos, mas qual seria a chance de produtos do São Paulo, o rei dos licenciamentos no Brasil, eventualmente fazer frente a Real Madrid e companhia européia e, pior, enfrentar o poderoso marketing interno que já se forma em solo ianque? Já no México, 13 anos de participação na Libertadores mostraram que o problema é outro: os mexicanos já têm uma tradição secular no esporte e são fanáticos por seus times locais, tanto que o Chivas abriu franquia nos Estados Unidos para ganhar fãs dentre seus conterrâneos emigrados. Se alguém ganha mercado com boas campanhas na Libertadores, são os próprios clubes locais, que animar a torcida.

 

Liga dos Campeões da Concacaf: a real "Libertadores" de mexicanos e colegas de confederação.

 

 

Final da Concacaf: Pachuca (MEX) derrota o Cruz Azul (MEX também) e garante vaga no Mundial da Fifa.

Por fim, o fator mais desagradável, que permanece no campo político. Times convidados de fora da Conmebol não podem representá-la em hipótese alguma. Isso gera situações como a final deste ano, em que o Internacional jogava com o Chivas já sabendo que estaria no Mundial, mesmo se perdesse. É claro que o título por si só já motiva, mas a não disputa dessa vaga diminui o brilho – pior ainda seria a América do Sul ser representada por um time que não é campeão. Tanto que os próprios mexicanos disputam a Libertadores com uma espécie de “segunda força”. Os quatro melhores times do seu campeonato nacional vão jogar a Copa dos Campeões da Concacaf, que é de onde eles podem chegar ao Mundial. Os participantes da Libertadores são selecionados em torneios secundários. Em 2010 foi o 1° da fase inicial do “Apertura” (não é o campeão final)  e dois do chamado “Interliga”.

É preciso, então, se questionar quem estará realmente ganhando com isso: os clubes e torcedores ou será que são dirigentes, patrocinadores e emissoras de TV? Vale lembrar que os direitos da Libertadores são da Fox, uma das maiores redes dos Estados Unidos.

Uma solução: a Confederação de Futebol das Américas

Todos esses fatores são problemas em potencial para a participação de equipes do norte nos torneios regulares da nossa temporada aqui no sul. Porém, ainda assim o Cultura não acredita que são definitivos. Eles podem ser contornados, todos, mas apenas com uma revolução institucional no futebol de todo o continente. A viabilidade real, não só aquela dos apertos de mãos e sorrisos dos dirigentes como é o atual caso dos mexicanos, passa pela integração total de Conmebol e Concacaf em uma única entidade. Isso sim abriria espaço para uma competitividade total, com força máxima e levando as vagas mundiais quem quer que seja o melhor ao final.

 

Os Estados Unidos já participaram da Copa América, mas sem nenhuma camanha expressiva.

Já Honduras surpreendeu e foi 3° em 2001.

Nesse contexto, abriria espaço também para uma reformulação que contemple calendários mais racionais, com uma Libertadores menos inchada em fases eliminatórias regionalizadas antes da fase de grupos (afinal, teríamos representantes de toda a América Central e Caribe envolvidos com a fusão). Copa Sul-americana e Copa Concacaf seria mantidas como torneios secundários (talvez classificatórios) que seriam disputados simultaneamente à Libertadores por times distintos, abrindo mais espaço no calendário (assim como ocorre com a Liga dos Campeões e Liga Europa na Uefa). E a Copa do Brasil arrumaria seu espaço junto com os estaduais (afinal, com times de todos os estados, as primeiras fases só são funcionais se simultâneas aos estaduais, quando clubes pequenos tem times formados). A mesma coisa pode ser vislumbrada para as seleções. Campeonatos Sul-Americanos, Norte-Americano, Centro-Americano e Caribenho como classificatórios para a Copa América. E, nas eliminatórias, 8 vagas gerais para todo o continente, quem quer que seja o melhor em campo, sendo os 8 ao norte do Canal, sendo os 8 ao sul – ou, mais realista, um número intermediário para cada lado.

 

México, campeão da Copa Ouro da Concacaf em 2009. Convidados são proibidos desde a edição de 2007.

Todo esse cenário da fusão parece muito longe da realidade? Realmente é. Há muita política envolvida e as seleções da Concacaf teriam um caminho mais difícil nas Eliminatórias (o que, em contrapartida, pode gerar um maior esforço das federações por melhorar sua preparação). Mas não é uma idéia impossível. Ela já aconteceu: no basquete. As federações do norte e do sul se juntaram para formar a Fiba-Américas. E os tradicionais campeonatos sul-americanos de seleções e de clubes funcionam até hoje, classificando para os torneios americanos. E, assim como está representado nos arcos olímpicos, nesse esporte há um continente, uma confederação. Mas, enquanto isso não ocorre, que a Concacaf jogue na Concacaf e Conmebol jogue na Conmebol, em todos os torneios.

E se acontecesse…

Vamos supor que essa idéia viesse a ser implantada. Como seria a aplicação prática dela nos torneios mais importantes: Copa Libertadores e Copa América? Fizemos uma simulação própria², apenas a caráter de curiosidade.

Final da Libertadores de 2010: o Inter joga com o Guadalajara já com a vaga no Mundial garantida. Já este só entrou na edição de 2010 via convite por conta da crise da gripe suína de 2009.

Copa Libertadores:

– Fase de Grupos (32 times):

3 cada: Brasil e Argentina (6)

2 cada: Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia e México (10)

1 cada: Peru, Bolívia, Equador, Venezuela e Estados Unidos (5)

1: campeão atual

10: vindos de fase preliminar

– Fase Preliminar (20):

2 cada: Peru, Bolívia, Equador e Venezuela (8)

1 cada: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, México e Estados Unidos (8)

1 cada: Canadá (é, eles tem um campeonato interno, também, a Fifa pede).

2: repescagem centro-americana

1: repescagem caribenha

Os grupos da fase preliminar e de grupos podem ser setorizados para que viagens longas só aconteçam a partir das oitavas ou quartas.

Copa América

Fase de Grupos (16 seleções):

8 do Campeonato Sul-Americano

2 do Campeonato Norte-Americano

3 do Campeonato Centro-Americano

2 do Campeonato Caribenho

1 vaga para país sede

O atual campeão retiraria uma vaga do seu setor.

 

 

Na última sexta-feira, em entrevista publicada pelo jornal Lance!, Nicolás Leoz, presidente da Conmebol, acenou com a possibilidade da Libertadores ver o ingresso de times estadunidenses em um futuro não tão distante. Em um sentido migratório contrário ao das pessoas que tentam a sorte indo para o norte, não é de hoje que times da América do Norte tentam cruzar o Canal do Panamá por competições mais atrativas. Mas afinal, que conseqüências esse processo trará para os dois lados e qual a sua viabilidade? É esse o ponto que abordaremos no resto do post.

O início: ponte Assunção-México1

Desde 1998, a Libertadores contou em todas as suas edições com a presença de convidados: os times mexicanos. A entrada deles foi motivada por fatores políticos claros: a aproximação da Conmebol com a Federação Mexicana, que acontece desde a década de 1990 com a seleção mexicana sendo figura certa entre os participantes da Copa América, inclusive querendo sediar o torneio. Além disso, pesou uma suposta ampliação de visibilidade e mercado para os times sul-americanos e o fato, como comprovado por resultados, de os times mexicanos estarem em nível técnico compatível com eles.

1Assunção é a sede da Conmebol.

Complicações: o canal do Panamá não é tão estreito…

Entretanto, o que esse jogo político jogou para debaixo dos panos foi um sério problema logístico. Viagens para o México contribuem para o desgaste ainda maior no já superlotado calendário dos clubes, o que só tenderia a aumentar com o ingresso de times dos Estados Unidos. Imagine um time brasileiro se deslocar até Washington para jogar com o DC United na quarta, pegar um avião para enfrentar o Grêmio em Porto Alegre no domingo pelo Brasileiro e na quarta seguinte ter compromisso com o América na Cidade do México. Algumas pessoas podem argumentar que é mais fácil chegar de São Paulo a Nova York do que a Sucre, por exemplo. Verdade, é mais fácil porque há mais vôos – e diretos –, mas não menos cansativo.

Outro fator é que o retorno financeiro para os clubes é superestimado. México e Estados Unidos (ah, vale lembrar que a MSL traz o Canadá embutido) são mercados fortíssimos. Mas a chance de penetração dos clubes sul-americanos não é animadora. Embora ainda discreto, o futebol cresce nos Estados Unidos e Canadá a passos largos, mas qual seria a chance de produtos do São Paulo, o rei dos licenciamentos no Brasil, eventualmente fazer frente a Real Madrid e companhia européia e, pior, enfrentar o poderoso marketing interno que já se forma em solo ianque? Já no México, 13 anos de participação na Libertadores mostraram que o problema é outro: os mexicanos já têm uma tradição secular no esporte e são fanáticos por seus times locais, tanto que o Chivas abriu franquia nos Estados Unidos para ganhar fãs dentre seus conterrâneos emigrados. Se alguém ganha mercado com boas campanhas na Libertadores, são os próprios clubes locais, que animar a torcida.

Por fim, o fator mais desagradável, que permanece no campo político. Times convidados de fora da Conmebol não podem representá-la em hipótese alguma. Isso gera situações como a final deste ano, em que o Internacional jogava com o Chivas já sabendo que estaria no Mundial, mesmo se perdesse. É claro que o título por si só já motiva, mas a não disputa dessa vaga diminui o brilho – pior ainda seria a América do Sul ser representada por um time que não é campeão. Tanto que os próprios mexicanos disputam a Libertadores com uma espécie de “segunda força”. Os quatro melhores times do seu campeonato nacional vão jogar a Copa dos Campeões da Concacaf, que é de onde eles podem chegar ao Mundial. Os participantes da Libertadores são selecionados em torneios secundários. Em 2010 foi o 1° da fase inicial do “Apertura” (não é o campeão final) e dois do chamado “Interliga”.

É preciso, então, se questionar quem estará realmente ganhando com isso: os clubes e torcedores ou será que são dirigentes, patrocinadores e emissoras de TV? Vale lembrar que os direitos da Libertadores são da Fox, uma das maiores redes dos Estados Unidos.

Uma solução: a Confederação de Futebol das Américas

Todos esses fatores são problemas em potencial para a participação de equipes do norte nos torneios regulares da nossa temporada aqui no sul. Porém, ainda assim o Cultura não acredita que são definitivos. Eles podem ser contornados, todos, mas apenas com uma revolução institucional no futebol de todo o continente. A viabilidade real, não só aquela dos apertos de mãos e sorrisos dos dirigentes como é o atual caso dos mexicanos, passa pela integração total de Conmebol e Concacaf em uma única entidade. Isso sim abriria espaço para uma competitividade total, com força máxima e levando as vagas mundiais quem quer que seja o melhor ao final.

Nesse contexto, abriria espaço também para uma reformulação que contemple calendários mais racionais, com uma Libertadores menos inchada em fases eliminatórias regionalizadas antes da fase de grupos (afinal, teríamos representantes de toda a América Central e Caribe envolvidos com a fusão). Copa Sul-americana e Copa Concacaf seria mantidas como torneios secundários (talvez classificatórios) que seriam disputados simultaneamente à Libertadores por times distintos, abrindo mais espaço no calendário (assim como ocorre com a Liga dos Campeões e Liga Europa na Uefa). E a Copa do Brasil arrumaria seu espaço junto com os estaduais (afinal, com times de todos os estados, as primeiras fases só são funcionais se simultâneas aos estaduais, quando clubes pequenos tem times formados). A mesma coisa pode ser vislumbrada para as seleções. Campeonatos Sul-Americanos, Norte-Americano, Centro-Americano e Caribenho como classificatórios para a Copa América. E, nas eliminatórias, 8 vagas gerais para todo o continente, quem quer que seja o melhor em campo, sendo os 8 ao norte do Canal, sendo os 8 ao sul – ou, mais realista, um número intermediário para cada lado.

Todo esse cenário da fusão parece muito longe da realidade? Realmente é. Há muita política envolvida e as seleções da Concacaf teriam um caminho mais difícil nas Eliminatórias (o que, em contrapartida, pode gerar um maior esforço das federações por melhorar sua preparação). Mas não é uma idéia impossível. Ela já aconteceu: no basquete. As federações do norte e do sul se juntaram para formar a Fiba-Américas. E os tradicionais campeonatos sul-americanos de seleções e de clubes funcionam até hoje, classificando para os torneios americanos. E, assim como está representado nos arcos olímpicos, nesse esporte há um continente, uma confederação. Mas, enquanto isso não ocorre, que a Concacaf jogue na Concacaf e Conmebol jogue na Conmebol, em todos os torneios.

 

E se acontecesse…

Vamos supor que essa idéia viesse a ser implantada. Como seria a aplicação prática dela nos torneios mais importantes: Copa Libertadores e Copa América? Fizemos uma simulação própria², apenas a caráter de curiosidade.

  • Copa Libertadores:

Fase de Grupos (32 times):

    • 3 cada: Brasil e Argentina (6)

    • 2 cada: Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia e México (10)

    • 1 cada: Peru, Bolívia, Equador, Venezuela e Estados Unidos (5)

    • 1: campeão atual

    • 10: vindos de fase preliminar

Fase Preliminar (20):

    • 2 cada: Peru, Bolívia, Equador e Venezuela (8)

    • 1 cada: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, México e Estados Unidos (8)

    • 1 cada: Canadá (é, eles tem um campeonato interno, também, a Fifa pede).

    • 2: repescagem centro-americana

    • 1: repescagem caribenha

 

Os grupos da fase preliminar e de grupos podem ser setorizados para que viagens longas só aconteçam a partir das oitavas ou quartas.

 

  • Copa América

Fase de Grupos (16 seleções):

    • 8 do Campeonato Sul-Americano

    • 2 do Campeonato Norte-Americano

    • 3 do Campeonato Centro-Americano

    • 2 do Campeonato Caribenho

    • 1 vaga para país sede

    • O atual campeão retiraria uma vaga do seu setor.

3 Respostas to “América: um continente, uma confederação”

  1. Eduardo Spencer Says:

    Excelente matéria
    Um show em informação

  2. Gabriel Fonseca Says:

    Acho a divisão de clubes para a Libertadores meio injusta com os times centro americanos. Só para citar um exemplo, o Deportivo Saprissa, da Costa Rica foi campeão da Concacaf em 2005 e na última edição do torneio tivemos tantos times de Honduras, Guatemala e Panamá nas quartas de final quanto times americanos: um. Os outros quatro eram mexicanos. Acho que deveria haver pelo menos duas vagas diretas para centro americanos na Libertadores e mais duas disponíveis na fase preliminar.

    Uma alternativa para caber tanta gente nova na Libertadores seria aumentar para 40 o número de vagas na fase de grupos (8 grupos de 5) e até acho que isso é o que provavelmente aconteceria, pois diminuiria o número de vagas perdidas por cada país que compete atualmente.

    Sobre sua ideia para a Copa América, acho a proposta de colocar as dez seleções sul-americanas para disputar oito vagas na Copa América é bizarra. Melhor colocar os dez logo ou colocar os dois piores sul-americanos no ranking da FIFA para disputar uma eliminatória contra times da América Central ou Caribe.

    E acho que faltou você falar sobre uma coisa importante: como ficariam as eliminatórias para a Copa do Mundo?

    • Cultura Futebol Clube Says:

      Bom, Gabriel, como esta proposta não tem nada de oficial, era esperado que pessoas tivessem propostas diferentes como a sua.

      Particularmente, acho que os times centro-americanos ainda não tem condições de competir em igualdade com os demais. Mais do que duas vagas seria tipo o que ocorre com a Venezuela: enquanto o 1º classificado (normalmente o Caracas) até faz boas campanhas, o 3º só faz número e toma pancada.

      Outro item é que passar de grupo de 4 para 5 não é tão fácil quanto parece: o primeiro tem 6 rodadas, o segundo 10, porque tem sempre alguém folgando.

      Sua idéia para a Copa América é boa. Mas se houver um Campeonato Sulamericano, por que não eliminar os dois últimos? Se não houver, concordo contigo.

      Não citei eliminatórias porque aí depende do número de inscritos e de vagas, mas a princípio o modelo deveria ser mais semelhante ao que é hoje a Concacaf: fases preliminares para os piores ranqueados até se chegar em uma tabela razoável. Veja mais em http://en.wikipedia.org/wiki/2014_FIFA_World_Cup_qualification_%28CONCACAF%29

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