Chega de 0 a 0. E fim de papo.

Chegamos ao final da nossa série. Aqui você confere algumas propostas de novos desempates, algumas em fase de teste e, como prometido, a nossa opinião. É só seguir o restante do post.

Propostas

Algumas pessoas realmente não gostam dos pênaltis. Outras adoram. E é em torno do banimento ou da ampliação dele que giram as principais propostas atuais.

– Contra o pênalti

A proposta do ADG (Atacante-Defensor-Goleiro), variação da aqui escrita "duplinha carioca", tem até site oficial.

A maioria das propostas é tão bizarra, que só tendo um trauma de infância muito grande com os pênaltis para pensar nelas.

– Desempate estatístico: ao final de uma prorrogação que segue empatada, usar critérios técnicos como chutes a gol e quantidades de escanteios para o desempate. Na nossa análise, a sugestão é terrível, pois no final do tempo os dois times poderiam jogar para arrumar escanteios ou chutar a gol de qualquer lugar.

– Prorrogação eterna com redução gradativa de jogadores: já mencionado no post sobre prorrogações, a proposta prevê que a prorrogação não tenha um término determinado, retirando um jogador de cada time a intervalos de tempos específicos para facilitar que seja feito o gol (até um número mínimo, estimado em 7 jogadores para o time que tem menos atletas). Esse critério é até justo esportivamente, mas financeiramente não é atrativo pois os jogos não teriam hora para acabar.

– Disputa de escanteios: um número determinado de defensores e atacantes ficam na área para tentar marcar o maior número de gols em 5 ou 10 escanteios. A idéia é sair da individualidade dos pênaltis para algo mais coletivo, mas essa idéia fixa de que pênalti premia a individualidade pode gerar sugestões que são ainda piores que os combatidos “tiros da marca fatal”. Quem nunca viu um jogo com mais de 10 escanteios em que não saiu nenhum gol?

– “Duplinha carioca”: o apelido que demos a esta proposta vem das brincadeiras de crianças. Com a mesma premissa de tirar do individualismo dos pênaltis, a disputa seria em 2 atacantes contra 1 zagueiro e 1 goleiro. Aqueles teriam 30 segundos para marcar o gol. É sério, já sugeriram isso.

 

Pró-pênalti

O Torneio Amistoso Sub-23 que faz as preliminares do Brasileirão 2010 testa a nova pontuação: vitória nos pênaltis, 2 pontos; derrota nos pênaltis, 1.

Já algumas pessoas gostam tanto do pênalti, que o querem ao final de todos os empates, inclusive em fase de grupo. Essa idéia está em teste no atual Brasileiro Sub-23 (torneio amistoso), e foi sugerido por Joseph Blatter para as próximas Copas. Nesses casos, o vencedor nos pênaltis ganharia 2 pontos; o perdedor, 1.

Desempate ideal Cultura

Prorrogação e pênaltis. Para que inventar?

Como falamos no último post, montar um desempate ideal é difícil, principalmente nas fases de grupo em que tudo tem fatores favoráveis e críticas. Mas não vamos fugir da responsabilidade e daremos nossa opinião.

 

– Confronto Eliminatório (em 1, 2 ou mais jogos)

Pontos – Saldo de Gols – Melhor campanha (se houver) – Prorrogação (preferência pela morte súbita) – Pênaltis

Comentários: sem gol fora de casa, que não consideramos justo. Se houver fases anteriores que dê para levar em conta a melhor campanha, é justo, antes mesmo de qualquer prorrogação – isso se os times vierem de um mesmo grupo, pois grupos difentes (como na Copa) podem ter forças diferentes. E a preferência pela morte súbita é porque a prorrogação é exatamente um desempate, então pra que dar a chance de o jogo ser empatado novamente?

 

– Fase de Grupos

Cada jogo uma decisão ou busca eterna por saldo? Eis a questão.

Pontos (3 para vitória, 1 para empate, sem pênaltis) – Confronto Direto* – Saldo de Gols – Gols marcados – Vitória – Confronto Direto* – Jogo Extra (com prorrogação e pênalti, se o desempate for relevante)

Comentários: o futebol é um esporte que permite o empate, não vejo o porquê de eliminá-lo de fases de grupos com os pênaltis. Se houver empate em tudo, faça-se um jogo extra se estiver em disputa algo importante (como vaga em fases seguintes ou até mesmo o título), tudo menos o sorteio. Ah, e o mais polêmico seria onde entra o confronto direto: como primeiro critério, fazendo cada jogo uma final, ou depois dos critérios gerais, valorizando a regularidade. As duas formas são justas, não chegamos a consenso sobre qual a melhor. Então, resolvemos terminamos esta série em um empate.

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