Álbum de Figurinhas – Copa do Mundo da África do Sul 2010

As novas figuras do futebol chegaram. Em uma Copa que começou pior que campeonato de pelada e terminou com ares de uma herdeira digna de sua história, os espanhóis trouxeram de volta o sucesso do futebol ofensivo (não praticado pelo Brasil).

Fresca ainda na nossa memória, siga o post e confira uma página um pouco mais detalhado do álbum do Cultura.

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As Sedes:

Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban, Johannesburgo (2 estádios), Nelspruit, Polokwane, Porto Elizabeth, Pretória e Rustenburgo.

A Final:

Os campeões:


– Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xavi Alonso (Fábregas), Xavi H. e Iniesta; Pedro (Fernando Torres) e David Villa.

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– Campanha do campeão: 7 jogos, 6 vitórias, 1 derrota

Terceiro e quarto:

– Alemanha e Uruguai

A Grande Seleção:

– Espanha

O bom futebol voltou ao lugar que merece: campeão. Jogando bem, até mesmo na derrota de sua estréia para a Suíça, a Espanha jogou o “futebol-passe”, o “defendo-atacando” (time que tem a posse de bola não é atacado). Com muita habilidade botou os adversários para assistir enquanto eles jogavam (à exceção de um que veremos abaixo). E olha que foi econômica no ataque (talvez resultado da contusão do craque Fernando Torres). Ah, e repara na escalação do time base. No banco, além de Torres e Fábregas (sempre utilizados) ainda tinha opções como Navas, Llorente e David Silva.

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O país-sede:

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– Alguns tabus foram quebrados nessa Copa. A primeira final sem Argentina, Alemanha, Itália e Brasil. A primeira vez que atuais campeão e vice não passaram de fase. Primeiro título de um país que perdeu a estréia e de um europeu fora da Europa. E, também, a primeira vez que o país-sede não avançou. A verdade é que não se esperava muito da África do Sul – ainda mais no grupo da morte – e a vitória contra a França acabou sendo uma despedida honrosa e muito justa para os bafanas-bafanas.

Grande jogo (fora a final):


Uruguai 14x21 Gana – Johannesburgo, 2 de julho

(0 x 0; 1 x 1; 1 x 1; 1 x 1 – 4 x 2)

– A quarta-de-final menos aguardada. Duas equipes consideradas zebras. Mas esqueceram de avisar para os jogadores. Ambos os times apresentaram o que tinham de melhor nesse jogo. E para coroar o final, um lance digno de mito das Copas. O atacante Suárez vira “goleiro” nos descontos da prorrogação, é expulso e vira um dos heróis da nova geração-orgulho da Celeste.

Grandes craques:

*Devido ao aumento do número de figuras, dividiremos os craques em GRANDES CRAQUES e OUTROS CRAQUES, que vem no final do post.

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Os craques brasileiros:

Quando quase todos os craques brasileiros estão na defesa, é porque tá feio.

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Equipes surpresas:

– Uruguai

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“Sabemos que o estádio estará todo contra nós. Mas somos o Uruguai e temos que mostrar isso ao mundo.” Essa frase do lateral Jorge Fucile resume o Uruguai nessa Copa. Eles chegaram cheio de modéstia e partiram para o ataque contra quem quer que fosse o adversário. E quando os adversários se deram conta, eles estavam na semifinal. A Celeste renasceu. Pelo menos por um mês. Se vai conseguir se manter ou foi um lampejo de genialidade platina, ainda descobriremos. Mas fato é que essa geração de Forlan e do salvador Suárez tem que ter destaque na galeria da bonita história uruguaia.

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– Paraguai

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Assim como o Uruguai, os paraguaios saíram de cabeça erguida após sua derrota, pois lutaram até o fim por resultados considerados absurdos pelos comentaristas antes da Copa. Jogou de igual para igual com a Itália na estréia. Foi o melhor do grupo. E após se classificar pela primeira vez para uma quarta-de-final, o técnico troca meio time para jogar contra a Espanha. Doido? Não foi o que vimos em campo. A Fúria fez o seu jogo menos à vontade na Copa contra os guaranis, única equipe que os encarou de igual para igual (o Chile foi outro que pelo menos tentou, mas não conseguiu).

Pontos negativos:

– A participação da França

O governo francês declarou: só intervém no esporte, se ele pôr em risco a reputação do país. E interveio na seleção da Copa. Crise, motim, greve, isolamento total de integrantes do elenco, exclusão de outro que xingou o técnico. A zona que virou a seleção francesa em 2010 faz qualquer outro desentendimento de elenco parecer coisa pouca.

– Erros de arbitragem

Erros constantes e, pior, erros gravíssimos que mudaram a história de jogos. O México era superior à Argentina quando levou um gol em impedimento fácil de ser marcado e se desestruturou em campo. Fora a Inglaterra, que empataria o jogo com a Alemanha se algum juiz tivesse visto a bola de Lampard entrar por mais de 30 centímetros no gol. O resultado final (4 a 1) parece minimizar o erro, mas com o gol a história do jogo poderia – ou não – ser outra. E há na FIFA quem culpe a tecnologia pelas polêmicas e diz que “o erro faz parte da beleza do jogo”. Diz isso para quem foi prejudicado.

– A participação africana

Todos esperavam uma boa participação das seleções africanas na primeira Copa em seu continente. Mas África do Sul, Argélia, Nigéria, Camarões e Costa do Marfim ficaram na primeira fase com futebol no máximo esforçado (como no caso dos anfitriões). O fiasco só não foi geral por causa de Gana, que mesmo assim sofria sérios apagões nas partidas, algumas salvas pelo esforçado ataque.

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A lenda:

– Copa de tabus

Como falamos, alguns tabus foram quebrados nessa Copa. A primeira final sem Argentina, Alemanha, Itália e Brasil. A primeira vez que atuais campeão e vice não passaram de fase. O país sede também não passou. Primeiro título de um país que perdeu a estréia e de um europeu fora da Europa. Primeiro campeão a marcar menos de 10 gols. E o ferrolho Suíço somado, de 2006 e 2010, bateu o recorde de tempo sem levar gol (o gol do Chile aos 20 do segundo tempo do segundo jogo suíço parou a contagem). Pela primeira vez o melhor jogador eleito (Forlan) não foi finalista. E no final a única seleção invicta foi a Nova Zelândia… é, muita coisa mudou.

– A mão salvadora

Jogo empatado em 1 a 1, 16 minutos do segundo tempo da prorrogação. Bola na área do Uruguai, um atacante de Gana chuta sem goleiro e um defensor uruguaio tira a bola com o pé de cima da linha. No rebote, outro ganês cabeceia e seria gol certo e classificação africana, mas o mesmo uruguaio faz uma defesa espetacular com a mão. Estamos falando do goleador Suárez. Pênalti, cartão vermelho, cobrança no travessão e vitória celeste na disputa dos pênaltis com cavadinha de Loco Abreu. Tudo isso somou para fazer de Suárez um herói nacional em Montevidéu.

– A Copa América

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Se a participação das potências Argentina e Brasil ficou aquém de expectativas, as seleções americanas menos prestigiadas fizeram ótimo papel. Paraguai: melhor resultado da história e bom futebol tático. Chile: melhor resultado desde 1962 e bom futebol ofensivo. Uruguai: melhor resultado desde 1970, e bom futebol ofensivo. Estados Unidos e México, muito bom futebol. E Honduras… bem, Honduras tinha um bom goleiro.

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– Jabulani, Larissa Riquelme e Polvo-Profeta

O grande nome da Copa foi a bola, tão controversa com sua fabricação – que permitia estranhas curvas nos chutes – que pela primeira vez era referida por nome próprio: a Jabulani. E a internet, cada vez mais presente na vida das pessoas, se encarregou para a musa da Copa ser a bela Larissa Riquelme e seu celular lá em Assunção, Paraguai, a milhares de quilômetros da África. E o profeta ser um polvo alemão, que consultado em 8 jogos acertou o vencedor de todos (os 7 da Alemanha e a final).

Outros craques:

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DADOS TÉCNICOS:

Participantes:

– Disputaram a Copa: 32

– Vagas na Copa: 32

– Jogaram as Eliminatórias: 200

– Inscritos nas Eliminatórias: 205

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Regulamento:

1ª Fase: 8 grupos (4 seleções); classificam-se os 2 primeiros de cada grupo. 2ª Fase: Mata-mata (oitavas, quartas, semifinais e final, com disputa de terceiro). Desempate: Saldo de gols, gols-pró, confronto direto e sorteio, na fase de grupos. Prorrogação e pênaltis no mata-mata.

Clique e confira:

PARTICIPANTES E JOGADORES

TABELA

ARTILHARIA

ELIMINATÓRIAS (Wiki) / ELIMINATÓRIAS (RSSSF)**

ESCOLHA DA SEDE

Wikipédia Português

*Os links estão direcionados prioritariamente para a Wikipedia e RSSSF em inglês por confiabilidade de fontes.

**Como as Eliminatórias passaram a ficar muito grande, a Wikipedia subdivide os artigos por confederação, precisando seguir os links para vê-los. Por isso foi adicionado uma fonte extra (RSSSF), com layout da página pior, mas que tem todos os jogos no mesmo link.

Legendas

AET: após prorrogação (After Extra Time)

ASDET: após prorrogação com morte-súbita (After Sudden Death Extra Time)

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