Jabulani e sua família

A protagonista da Copa da África do Sul, Jabulani, você já conhece. Mas você lembra de suas ascendências?

Conheça nesse post toda a família das bolas das Copas do Mundo.

1930

1930_bola

Na Copa do Mundo de 1930, a bola de era feita de couro e tinham uma abertura por onde entrava uma câmara de ar de borracha. Essa abertura era depois costurada com cadarço e isso era um tormento para os jogadores, que sofriam na hora do cabeceio. Quando molhada, o couro absorvia a água e a bola ficava com quase o dobro do peso. Alguns jogadores usavam faixas ou toucas na cabeça para aliviar o atrito na hora de cabecear. Na final da primeira Copa, uruguaios e argentinos desentenderam-se por causa da bola. Os donos da casa queriam utilizar a sua na final, mais pesada. Os argentinos não abriam de usar a bola fabricada por eles, mais leve. A saída, então, foi disputar um tempo com cada bola. No primeiro, a Argentina, com sua bola, ganhou por 2 x 1. No segundo tempo, com a bola dos uruguaios, o time da casa fez 3 gols, ganhando a partida por 4 x 2 e consequentemente a primeira Copa do Mundo.

1934_2010_bolas

1950

A bola utilizada na Copa do Mundo no Brasil era da marca Superball, que chegou até a colocar algumas faixas nos estádios fazendo propaganda. Nessa época, a costura da bola já era interna e não havia mais a abertura e o cadarço. Seu couro, porém, continua pesado quando encharcado.

1954

Chamada de “Swiss World Champion”, era produzida no país sede e pintada de amarelo, para melhorar a visibilidade.

1958

Pela primeira vez, houve um concurso. A vencedora entre as 102 concorrentes foi a “Top-Star, feita em marrom, amarelo ou branco.

1962

A “Crack Top Star” foi a Jabulani de sua época. Muito rejeitada, sobretudo por europeus, foi substituída em alguns jogos pela bola de 1958.

1966

Chamada de “Special Edition”, a bola foi produzida pela empresa inglesa Slazenger. Foram feitas 300 unidades dessa bola, que tinha 24 gomos, para o mundial todo de 1966.

1970

Na Copa do México, a primeira bola utilizada foi a Telstar, ainda de couro, mas com cores e desenho completamente inovadores. Com hexágonos brancos e pentágonos pretos, a bola tornou-se um clássico do esporte.

1974

Dois modelos foram utilizados na Copa da Alemanha: a Telstar, a mesma de 1970, e a Chile, que era toda branca.

1978

Na Argentina, a bola ganhou um novo design, mais elaborado, e foi chamada de Tango.

1982

A Adidas fez a Tango Espanha, e inovou com uma costura impermeável.

1986

No México, a bola Azteca foi a primeira feita em material sintético, totalmente impermeável. O couro definitivamente fora aposentado.

1990

Na Copa da Itália, o modelo Estrusco foi o primeiro com impermeabilização total, graças a uma capa interna de espuma de poliuretano.

1994

A empresa alemã desenvolveu um novo material Questra, que era a espuma de polietileno, que tornou a bola mais rápida.

1998

Na França, a bola Tricolore foi revestida com uma capa de espuma sintética, que servia para aumentar sua durabilidade.

2002

Na Copa do Mundo de 2002 a novidade da bola Fevernova foi o design completamente diferenciado das demais bolas dos mundiais, com mais cores, e o material, que passou a contar com três camadas de espuma sintética. Essa tecnologia permitia um desgaste menor da bola ao final da partida.

2006

A bola oficial da Copa de 2006 era chamada de Teamgeist (espírito de equipe, em alemão). Com uma esfera perfeita, a bola é formada por apenas 14 gomos, se tornando mais lisa e com menos pontos de contato. Feita com mesmo material da Copa de 2002, a bola volta a contar com o predomínio das cores branca e preta.

2010

Jabulani. A Copa de 2010 rendeu várias críticas à uma das protagonistas do futebol: a bola. Uns dizem que ela é leve demais, outros que ela é instável. Até a NASA fez testes. Foi determinado um certo limite de velocidade que compromete a trajetória normal que uma bola faria e que a Jabulani não. Por volta de 75 km/h. Disseram ainda que para chutá-la não seria necessário apenas força, e sim, muito “jeito”. Bom, isso muitos craques já ensinaram. Vale para qualquer bola. Nas semifinais, teve um jogador contrariando todas as ciências e pesquisas sobre a trajetória da Jabulani. (Ver o gol)

Resumindo, a Jabulani foi um sucesso. Foi o foco da  Copa. Virou vinheta e até sinônimo de mulher bonita no Brasil.  Agora, é ficar na expectativa de como será a nossa bola.

E você, tem alguma sugestão para o nome da bola do Brasil 2014?

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