Álbum de Figurinhas – Especial

Os grandes craques do futebol fizeram história em seus clubes, seleções, mas sobretudo são aqueles que se consagraram nas Copas do Mundo, certo? Certo, mas há exceções. Existem algumas figuraças que estão em todos os álbuns dos melhores da história, mas que ficaram de fora de todas as Copas.

Então, abrimos uma página especial para eles. Veja quem são esses jogadores e o porquê de eles terem ficado de fora dos Mundiais.

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Arthur Friedenreich

Jogou de 1909 a 1935. “El Tigre”, como ficou apelidado após o Sulamericano de 1919, foi com certeza o primeiro grande craque brasileiro. Até hoje a lenda sobre seu número de gols corre o mundo. Para uns, 1.239 em 1.329 partidas (nunca provado). Para outros (que analisaram registros de jornais), 554 em 561 partidas., ou 558 em 562. Em todas elas uma média de gols por jogos mais elevada que a de Pelé. Ficou de fora da Copa de 1930 por jogar em um clube paulista na época, e os dirigentes de São Paulo boicotaram a seleção naquela Copa.

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Alfredo Di Stéfano

Jogou de 1943 a 1966. Di Stéfano figura no topo de todas as listas de grandes jogadores, sendo penta-campeão europeu com o Real Madrid. Nasceu argentino, e jogou por ela enquanto a Argentina não disputava as Eliminatórias (o país não participou em 1950 e 1954). Se naturalizou espanhol em 1955, e a Espanha perdeu a vaga para a Copa de 1958 para a Escócia. Em 1962 até viajou para o Chile com a Fúria, mas, machucado, não atuou.

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George Best


Simplesmente eleito o melhor jogador britânico da história. Todavia, não era a Inglaterra, mas sim a pequena Irlanda do Norte que George Best defendia. Jogou de 1963 a 1984. Nesse período, seu país se classificou apenas para a Copa de 1982 na Espanha. Best foi cotado para ser convocado, mas estava em fim de carreira e com problemas de alcolismo.

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Abedi Pele


De 1985 a 1993, Abedi Pele foi indicado todos os anos como melhor jogador africano. Ganhou nos últimos 3. Jogou de 1978 a 2000. Gana, seu país, só jogou a Copa pela primeira vez em 2006.

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George Weah


Atuou de 1981 a 2003. Foi eleito pela IFFHS (International Federation of Football History & Statistics) o jogador africano do século. Seu país, a Libéria, ainda espera estrear em Copas (e nas eliminatórias de 2010 nem passou perto disso).

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Eric Cantona

*sugestão dos comentários*


Foi eleito o melhor jogador estrangeiro da década na Premier League. Mas jogou na entressafra do futebol francês, entre 1987 e 1995 pela seleção (período entre as eras Zidane e Platini). Ficou de fora das Copas.

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Ryan Giggs

*sugestão dos comentários*


Ainda na ativa, defendeu sua seleção de 1991 a 2007. Um dos maiores craques de Gales. Mas por ser um dos maiores craques de GALES, ficou de fora das Copas, pois seu país só foi em 1958.


3 Respostas to “Álbum de Figurinhas – Especial”

  1. Vitor Vogas Says:

    Eu acrescentaria Éric Cantona. O francês foi eleito maior craque do Manchester United no século XX e é considerado o maior responsável pelo ressurgimento dos devils nos anos 90. Defendeu a seleção entre 1987 e 1995, mas os bleus ficaram de fora dos mundiais da Itália e dos EUA (foi a entressafra entre as gerações de Platini e Zidane). Em 1998, Cantona ainda jogava muito, mas o Aimé Jacquet deu uma bela sacaneada nele. Em 1995, ele havia sido suspenso do futebol por agredir um torcedor inglês do time adversário. O gancho acabou antes da Copa, mas Jacquet preferiu não convocá-lo. Para a sorte do treinador, a França tinha Zidane. Vocês se lembram como o ataque era sofrível?

  2. Vitor Vogas Says:

    Não chega a ser assim um cracaaaaço, mas tem a situação do Giggs, galês que sofre do mesmo mal do Best. Convenhamos: o cara jogaria tranquilamente pelo menos no English Team.

    E, para pegar um exemplo brasileiro recente, citaria o Djalminha. Tá certo que ele era indisciplinado e irregular, mas, analisando puramente o talento, tinha bola de sobra pra jogar em 1998 e 2002, ou pelo menos ser convocado.

    Mas esses não são craques incontestáveis, certamente.

    Ah, rapá, também tem o Alex Falso Sonso, ex-Palmeiras e Cruzeiro.

    Aliás, lanço a sugestão: por que não fazer uma lista específica de craques brasileiros? Para abrir o leque, não precisa incluir só não convocados, mas grandes injustiçados na seleção.

    Exemplo clássico: Ademir da Guia. O maior craque da história do Palmeiras só jogou uma partida em mundiais, a decisão de terceiro lugar contra a Polônia em 1974, e mesmo assim quando já não valia bosta nenhuma.

    Outra barbaridade foi Coutinho ter deixado Falcão de fora em 1978 para chamar Chicão, do São Paulo, o precursor da Era Dunga.

    Teve o corte de Renato em 1986. Renato, aliás, teve poquíssimas chances de exibir seu futebol na seleção. Se não me engano, foi reserva em 1990.

    Enfim, pensem aí…

    • Cultura Futebol Clube Says:

      Boas contribuições. Vamos ponderar sobre a inclusão dos atletas que você citou aqui nesta lista.

      No outro ponto, já temos planos de dar seguimento ao projeto em nível nacional, pois ídolos de grandes torcidas às vezes não tiveram projeção na seleção (caso do citado Renato Gaúcho, ídolo gremista e fluminense). O que posso adiantar é que com certeza isso virá após a Copa, pois esse trabalho consome um tempo legal. Mas aguarde as novidades.

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