La main de dieu – 5 itens analisados do “pecado de Henry”

Na semana passada, o gol na prorrogação que garantiu a vaga da França na Copa de 2010 chocou o mundo do futebol. Mas a reação ao lance em que Henry ajeitou a bola com o braço e serviu para Gallas fazer o gol motiva alguns questionamentos profundos no futebol. Você confere 5 deles na seqüência do post. E, abrindo espaço para a polêmica (alguns itens foram bem discutidos até pelo pessoal do nosso Clube), a história inocentaria Henry e a França.

1 – A pretensa moralização do futebol. A FIFA, em parceria com grande parte da mídia, faz um esforço enorme não apenas para tornar o futebol sinônimo de fair play. Ela quer que ele seja uma vitrine de ética e moral. Ora, quem conhece um pouco que seja dos bastidores do futebol, e até mesmo da própria FIFA, sabe que isso passa longe do jogo. Prova é que o próprio fair play é usado para burlar a regra, com muitas equipes fazendo “cera” e esperando a devolução do adversário. A moralização é ruim? Não, desde que ela não interfira no próximo item.

2 – A vontade de ganhar. Todo peladeiro sabe que a verdadeira ética do campo é jogar por sua honra, por sua moral (não, não é vale tudo, existem atitudes como agressões que tiram a moral de uma vitória). A verdadeira ética do peladeiro é a sabedoria popular do “acontece em campo, fica em campo”. Henry e os irlandeses parecem conhecer essa prática, pois conversaram como amigos após o jogo. “Os bons modos” não podem acabar com essa vontade de ganhar; e o jogo valia vaga na Copa, nada mais importante que isso. Henry assumiu o risco: ou o gol, ou ser expulso. Deu certo. Acredito que na situação dele faria o mesmo.

3 – A raiva dos brasileiros contra a seleção francesa. A repercussão do lance foi tão grande no Brasil devido à raiva contra Les Bleus. Fosse qualquer outro time, o “absurdo” seria bem menor. Raiva um tanto quanto injustificada pois, bastidores à parte, a França jogou muito melhor que o Brasil em 1998 e 2006.

4 – A tecnologia na arbitragem. Se a FIFA cedesse e permitisse que as competições principais tivessem consulta às imagens de TV em lance capitais (opinião pessoal, apenas em caso de gols), nada disso teria acontecido. Agora, repetir o jogo é absurdo. Se isso acontecesse com cada erro de arbitragem, as eliminatórias terminariam possivelmente em 2011 (alguns erros cometidos até contra os franceses).

5 – Henry não é um trapaceiro. Julgá-lo por um lance é muito fácil. Quantos atletas não fizeram gols impedidos, cavaram faltas e pênaltis? É a reação natural de qualquer atacante. E possivelmente o “crime” não foi premeditado. Veja a imagem em velocidade normal…

o atacante parece levar um susto com a bola. Como o juiz nada marcou, Henry seguiu o lance, como qualquer um faria. Passível, entretanto, de uma leve punição. Como dissemos antes, ele assumiu esse risco seguindo a jogada.

Sabemos que todos os pontos são polêmicos. Por isso, deixe sua opinião para nós. Até a próxima.

Uma resposta to “La main de dieu – 5 itens analisados do “pecado de Henry””

  1. Douglas Anholeti Says:

    Enquanto isso..Argelinos e egípcios caem no tapa e a FIFA nem levanta do sofá.

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