Neném Prancha – Filósofo da Bola

pranchaMuitos jogadores são lembrados pelos lindos passes, lindos gols, jogadas plasticamente perfeitas e outras situações que você sempre revê nos programas de televisão e na internet. Agora, existiu um sujeito um tanto quanto inusitado que merece ser lembrado, acima de qualquer suspeita, pelo seu “malabarismo” com as palavras, a ponto de sem ter feito nenhuma jogada memorável, ter ficado com a honra de estreiar este blog. Conheça um pouco de Neném Prancha…

Todos já ouviram falar de Neném Prancha, mas quem foi na verdade essa lendária figura do futebol brasileiro? Antônio Franco de Oliveira nasceu em 16 de junho de 1906 e morreu em 16 de janeiro de 1976. Carioca, foi treinador e roupeiro profissional, mas acima de tudo o maior filósofo do futebol de que se tem notícia. Com o codinome de Neném Prancha, era botafoguense, onde trabalhou muitos anos, tendo até algumas passagens pela seleção brasileira. Foi o mentor futebolístico do também lendário João Saldanha. E deixou algumas frases marcantes em vida, sendo por muitos considerado o Sócrates do futebol (no caso o Sócrates filósofo grego, e não o centro-avante brasileiro). Segue alguns de seus ensinamentos:

“Futebol é muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende.”

“Futebol moderno é que nem pelada. Todo o mundo corre e ninguém sabe para onde.”

“Jogador brasileiro não vai ter problema no México, não. Tudo já morou em favela e não pode se queixar de altitude.”

“O goleiro deve dormir com a bola. Se for casado, dorme com as duas.”

“O pênalti é tão importante que devia ser cobrado pelo presidente do clube.”

“Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária não perdia uma.”

“Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado.”

“O Didi joga bola como quem chupa laranja, com muito carinho.”

“Casamento é coisa muito séria para terminar nas manchetes de jornais.”

“Jogar a bola pra cima, enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol.”

“Jogador de futebol, tem que ir na bola com a mesma disposição com que vai num prato de comida.”

“Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.”

“Jogador bom é que nem sorveteria: tem várias qualidades.”

“Futebol é uma caixinha de surpresa.” (mais lendária que essa, impossível)

Aqui fica nosso tributo a Neném Prancha.

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